Distribuição é aleatória (ou seguindo regras objetivas). Você não escolhe o juiz — mas pode adaptar argumentação, ênfase e profundidade técnica ao perfil de quem vai julgar.
Juiz formalista (alta exigência técnica):
- Cite jurisprudência consolidada (súmulas TST/STJ/STF) em primeiro lugar
- Fundamente com doutrina clássica (Pontes de Miranda, Carnelutti, Nelson Nery)
- Estruture peça com numerals romanos, subseções claras
- Evite "jeitinho" — todo argumento precisa de respaldo legal explícito
Juiz pragmático (foco no resultado social):
- Comece pelos fatos humanos (dano concreto sofrido pela parte)
- Use jurisprudência recente, especialmente do TJ local
- Mostre prova robusta antes de argumentar tese complexa
- Não exagere em doutrina — vai parecer rebuscado
Juiz garantista (consumidor/trabalhador):
- Reforce hipossuficiência da parte (CDC art. 4º, CLT princípios)
- Inversão do ônus probatório como pedido expresso
- Cite especificamente decisões pró-consumidor/trabalhador do magistrado
⚠️Importante: adaptar não é manipular. É comunicar bem. O conteúdo da peça (tese, fatos, pedidos) é o mesmo — muda só a forma de apresentar o que reforça a tese.