Existem três famílias de IA aplicadas ao direito. Cada uma resolve um problema distinto, e confundir as três é a primeira causa de frustração com ferramentas "de IA jurídica":
Tipo 1 — IA de Pesquisa (busca semântica)
- O que faz: você descreve seu caso em PT-BR (sem precisar pensar em palavras-chave); o sistema encontra precedentes similares.
- Quando usar: pesquisa de jurisprudência, fundamentação de teses, levantamento de casos análogos.
- Quando NÃO usar: para gerar texto de peça ou prever resultado.
Tipo 2 — IA Generativa (geração de texto)
- O que faz: gera rascunhos de peças, ementas, pareceres, com base nos fatos que você fornece.
- Quando usar: minuta inicial (sempre revisada por você), análise comparativa de teses, brainstorming de argumentos.
- Quando NÃO usar: para enviar peça final sem leitura humana; para opinar em casos sensíveis sem revisão.
Tipo 3 — IA Preditiva (prognóstico)
- O que faz: estima probabilidade de êxito com base em dados históricos do magistrado, classe, comarca.
- Quando usar: decisão acordo vs litígio; gestão de portfólio em departamento jurídico; análise de risco.
- Quando NÃO usar: como única base de decisão estratégica; em casos sem precedentes históricos suficientes.
Plataformas sérias combinam os três. Quando avaliar uma ferramenta, pergunte explicitamente qual tipo ela cobre — e desconfie de quem responde "todos" sem detalhar como.